Economia

Nove em cada 10 portugueses consideram que o país deveria investir mais em renováveis

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Ao mesmo tempo que há um apoio generalizado a um maior investimento em renováveis, 60% dos inquiridos são da opinião de que Portugal está a fazer pouco para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, segundo um inquérito da Marktest para a Apren.

Nove em cada dez portugueses consideram que o país deveria investir mais em energias renováveis, conclui um estudo sobre “Notoriedade e Imagem das Energias Renováveis” realizado pela Marktest para a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren).

O estudo foi realizado durante o mês de setembro e envolveu mais de mil entrevistas, realizadas por todo o país, em regiões urbanas e rurais. Ainda em relação às energias limpas, mais de 52% refere que o uso de energias renováveis reduz o preço de venda da eletricidade.

A energia solar e a eólica são as mais conhecidas pelos portugueses dentro do universo das renováveis, seguidas da energia hídrica e da proveniente das marés. Menos conhecidas são a energia geotérmica, a biomassa e também o biogás. Só cinco em cada 10 portugueses já ouviram falar destas fontes.

Ao mesmo tempo que há um apoio generalizado a um maior investimento em renováveis, 60% dos inquiridos são da opinião de que Portugal está a fazer pouco para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Por outro lado, 30% acreditam que o país está a mobilizar esforços suficientes rumo à descarbonização em 2050.

A “esmagadora maioria” considera que o combate às alterações climáticas deve ser uma área prioritária de atuação do governo português e apoia a ideia de que a meta europeia e nacional para a descarbonização da economia até 2050 foi uma decisão de grande relevância.

Nem todos concordam com o aumento de impostos sobre os combustíveis mais poluentes de forma a desincentivar o seu uso, mas 59% da população diz ser favorável a esta estratégia.

É também uma maioria a fatia de portugueses que diz conhecer parcial ou totalmente as rubricas da fatura da luz - a percentagem chega a 80%. A concordância ainda é maior quanto aos preços: 91% considera a fatura da luz cara.