A entidade reguladora do mercado de derivados nos Estados Unidos (CFTC, na sigla em inglês), concedeu quase 200 milhões de dólares (cerca de 172 milhões de euros à taxa de câmbio atual) a um antigo funcionário do Deutsche Bank que manifestou preocupação com a manipulação da referência da taxa de juro Libor, marcando o maior pagamento de sempre ao abrigo dos programas de denúncia de irregularidades dos EUA, noticia o "Financial Times".
Segundo o regulador, o pagamento foi feito por "informação original atempada" que contribuiu significativamente para uma já "investigação aberta".
Isto levou a uma "ação de execução bem sucedida, bem como ao sucesso de duas ações relacionadas, por um regulador federal dos EUA e um regulador estrangeiro", disse o CFTC em comunicado.
O "Financial Times" indica, citando fontes próximas do assunto, que o prémio estava relacionado com um acordo de 2,5 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) pago pelo Deutsche Bank após a investigação do regulador sobre a manipulação da Libor - que se deu há cerca de uma década.
Barclays, Deutsche Bank e Société Générale estavam entre os bancos que chegaram a acordos com o CFTC e outras agências por causa do escândalo.
Desde que emitiu o seu primeiro prémio em 2014, o CFTC concedeu mais de 300 milhões de dólares aos denunciantes, que são elegíveis para receber entre 10% e 30% das multas cobradas.
