Economia

CGTP diz que aumento do salário mínimo não chega

Governo e parceiros sociais discutem o aumento do salário mínimo nacional.

Arrancou esta terça-feira, na Concertação Social, a discussão sobre a subida do salário mínimo. O Governo quer um aumento para os 705 euros, que não satisfaz nem patrões nem sindicatos. A CGTP insiste nos 850 euros. Já as confederações patronais defendem que o impacto desta subida deve ser acautelado, para que não coloque em risco os setores mais vulneráveis.

A reunião marca o regresso dos patrões à Concertação Social depois de terem batido com a porta em rutura com o Governo.

Governo e parceiros sociais retomam os encontros, desta vez para discutir a subida do salário mínimo. Agora nos 665 euros, poderá chegar aos 705 em janeiro. Um aumento de 40 euros, que os patrões nem sequer contestam, desde que o impacto seja devidamente acautelado, com medidas de apoio às empresas mais vulneráveis.

Medidas de apoio que podem passar por repetir o mecanismo de devolução de parte da Taxa Social Única aos empregadores.

Para a CGTP, o aumento de 40 euros não chega.

“O aumento do salário mínimo não é suficiente. Tem de haver aumento de todos os salários. Só isso irá alterar a vida dos trabalhadores e retirar da pobreza muitos milhares de trabalhadores (...). Será este o nosso posicionamento de afirmação das nossas reivindicações: 90 euros de aumento salarial para todos e 850 euros no curto prazo”, afirma Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP.

Já a UGT defende uma subida para os 715 euros em janeiro e aumentos graduais que permitam atingir a fasquia dos mil euros em 2028.

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