Economia

Incentivos a trabalhar no interior estendem-se até final de 2023 e incluem teletrabalho, emigrantes e estrangeiros

O Governo anunciou que iria disponibilizar um apoio de até 4.827 euros a cada trabalhador que decida mudar-se para o interior do país, ou até 7.600 euros, se vier do estrangeiro.

O apoio financeiro para quem decida trabalhar a partir do interior do país vai ser alargado: além de passar a aplicar-se até ao final de 2023, vai ainda abranger as situações em que os trabalhadores se encontrem a prestar trabalho à distância a partir do interior e, em alguns casos, emigrantes que queiram regressar.

A informação consta de uma portaria publicada esta segunda-feira, em Diário da República. Em causa está a medida Emprego Interior MAIS - Mobilidade Apoiada para Um Interior Sustentável, que consiste num apoio financeiro direto às pessoas que se mudem para o interior para trabalharem neste território.

Este apoio é passível de majoração em função da dimensão do agregado familiar que se desloque com o trabalhador em questão a título permanente, e uma comparticipação dos custos associados ao transporte de bens.

O ano passado, o Governo anunciou que iria disponibilizar um apoio de até 4.827 euros a cada trabalhador que decida mudar-se para o interior do país, ao abrigo desta medida. "Se o trabalhador vier do estrangeiro este apoio pode ir até 7.600 euros, cruzamos com o programa 'Regressar'", explicou, na altura, a ministra da Coesão Territorial.

Agora, feitas alterações, também podem ser apoiados cidadãos que tenham saído de Portugal a partir de 2016 e que tenham residido fora do país durante pelo menos um ano, mas queiram agora regressar para se fixarem no interior. Finalmente, clarifica-se que são aceites nacionais de países da União Europeia, da Suíça e do Espaço Económico Europeu, bem como de países terceiros, lê-se na mesma nota.