Economia

Estão (ou não) em risco voos da SATA para o Pico, Santa Maria e Horta?

Estão (ou não) em risco voos da SATA para o Pico, Santa Maria e Horta?

A informação foi avançada pelo semanário Expresso. O Governo diz que “não tem o mínimo de fundamento”.

Os ministérios das Finanças e das Infraestruturas reagem, num comunicado conjunto, à notícia avançada pelo semanário Expresso que dá conta de que os voos diretos da SATA de Lisboa para o Pico, Santa Maria e Horta estão em risco de acabar.

“O Governo da República nunca se recusou a comparticipar o serviço público de ligação aérea aos Açores. Aliás, o Estado já transfere para a Região Autónoma dos Açores, referente a voos inter-ilhas, cerca de 10 milhões de euros (a que acresce o Subsídio Social de Mobilidade)”, lê-se no esclarecimento enviado às redações pelos Ministérios das Finanças e das Infraestruturas e da Habitação.

Em causa está a notícia do Expresso – “Voos para Pico, Horta e Santa Maria em risco”. O semanário conta, esta sexta-feira na edição impressa, que se o Estado não abrir os cordões à bolsa, “os voos diretos de Lisboa para as ilhas açorianas Pico, Santa Maria e Horta podem mesmo acabar a partir de abril”. Uma preocupação que o Governo Regional dos Açores já terá manifestado a Lisboa.

Informação diferente consta no comunicado dos ministérios de João Leão e Pedro Nuno Santos: “Não está – nem nunca esteve em causa – que o Governo da República deixe de assegurar as soluções necessárias para viabilizar financeiramente as rotas em causa, compensando a companhia aérea incumbida de assegurar as futuras obrigações de serviço público e assegurando as ligações de Pico, Horta e Santa Maria ao Continente“.

Apesar de assumirem que, por não haver Orçamento do Estado, só podem “ser transferidas verbas correspondentes ao duodécimo de valor 2021″, reiteram que o Governo ” em nada reduziu ou limitou a sua parcela de comparticipação em relação aos últimos anos”.

Mais, pode ler-se, “não se antecipando que o Governo da Região Autónoma dos Açores queira diminuir a sua contribuição para as obrigações de serviço público, o tema da notícia não tem fundamento”.

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