Os motoristas da Rodoviária de Lisboa (RL) estão em greve esta terça-feira. Entre as exigências está um aumento do salário base para os 750 euros.
A paralisação começou pelas 03:00 e da rodoviária de Caneças, em Loures, foram poucos os autocarros que saíram para fazer os percursos.
“Sou um motorista qualificados, especializado e ao fim de 25 anos estou com um ordenado base de 705 euros. A empresa à qual pertenço também está a sofrer com as subidas do salário mínimo nacional, que apanhou o ordenado médio”, diz João Matos, motorista da RL e um dos que aderiu à greve.
Esta é já a quinta greve da RL em pouco mais de quatro meses e o nono protesto desde o verão de 2021. Paulo Matos, representante da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), sublinha que, a empresa “não mostrou abertura suficiente” para aceitar as exigências dos trabalhadores.
“A empresa não mostrou abertura suficiente para resolver este diferendo. E os trabalhadores, desta vez ainda de uma forma mais assertiva e em maior número, participaram em mais esta jornada de luta. Estão disponíveis para continuar até que a empresa reconheça o valor dos trabalhadores”, afirma.
Além da subida do salário para os 750 euros, é também pedida a redução para duas horas de refeição e um aumento no valor do subsídio de refeição. Para fevereiro estão previstos mais momentos de luta, se a empresa não aceitar negociar com os trabalhadores.
