Economia

Costa admite subir investimento na Defesa para 1,89% do PIB em 2024

28.04.2022 17:23

O primeiro-ministro, António Costa (2-D), ladeado pela ministra dos Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes (2-E), e pelo ministro da Finanças, Fernando Medina (D), durante debate sobre Orçamento do Estado de 2022, na Assembleia da República, em Lisboa, 28 de abril de 2022. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Valor avançado pelo primeiro-ministro, se Portugal conseguir mobilizar fundos europeus.

O primeiro-ministro antecipou que o investimento na área da Defesa pode ultrapassar o compromisso assumido com a NATO e chegar a 1,89% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, se Portugal conseguir mobilizar os necessários fundos europeus.

“Estamos neste momento, segundo o relatório da NATO, em 1,55% e assumimos o compromisso, se conseguíssemos mobilizar os necessários fundos europeus, chegarmos a 1,89% em 2024, e temos vindo a fazer essa trajetória ano após ano”, disse António Costa, em resposta ao líder do Chega, André Ventura, durante o debate na generalidade da proposta de Orçamento de Estado para 2022.

Verbas destinadas à defesa

Ventura perguntou se o Governo vai aumentar as verbas destinadas à defesa, como pediu o Presidente da República no discurso no 25 de Abril, tendo António Costa respondido que Portugal é dos países que mais está a investir.

André Ventura considerou que o Governo “ouviu um puxão de orelhas” do Presidente da República, que “disse que os gastos da defesa eram para ser levados a sério”.

E questionou se “vai ou não o PS na especialidade aumentar os valores previstos para a defesa”, defendendo que “é preciso mesmo honrar as Forças Armadas, a Defesa Nacional e o sistema de Defesa Nacional”.

“Compromisso junto da NATO”

Na resposta, António Costa salientou que em 2018 assinou “o compromisso junto da NATO da evolução da despesa em percentagem do PIB para a Defesa Nacional”, fixando em 1,69% até 2024, admitindo depois que esse valor poderá subir para 1,89%, em 2024, se Portugal conseguir mobilizar os fundos europeus necessários.

O primeiro-ministro salientou também que “com exceção da Grécia, da França e da generalidade dos países de leste, Portugal é dos países da União Europeia daqueles que mais já estão neste momento a investir em matéria de defesa em percentagem do seu PIB”.

Saiba mais:

Em direto: o debate do Orçamento do Estado na generalidade

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