Economia

Inflação elevada nos EUA: Casa Branca reconhece “risco” de recessão

22.05.2022 18:48

WASHINGTON, DC – MARCH 31: White House National Economic Council Director Brian Deese speaks to reporters at a daily press briefing at the White House on March 31, 2022 in Washington, DC. Deese took questions on the announcement U.S. President Joe Biden made today on the release of oil from oil reserves in an attempt to help ease the price of gas. (Photo by Anna Moneymaker/Getty Images)

A inflação nos Estados Unidos mantém-se em níveis não observados há quarenta anos.

O Governo dos Estados Unidos reconheceu que existe um “risco” de recessão, ao mesmo tempo que o país vive uma elevada inflação, e sublinhou que a economia está num período de “transição” após o impacto da pandemia.

Numa entrevista na cadeia de televisão CNN, o diretor do Conselho Económico Nacional da Casa Branca, Brian Deese, reconheceu, sobre a possibilidade de uma recessão, que “há sempre riscos” dados os desafios globais e as medidas monetárias tomadas para fazer face à elevada taxa de inflação nos Estados Unidos, a mais alta desde o início dos anos 80.

“A nossa economia está a transitar daquela que tem sido a recuperação mais forte da história moderna dos EUA para o que pode ser um período de crescimento mais estável e resiliente que funciona melhor para as famílias”, disse.

A Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos, manteve as taxas de juro diretoras entre 0% e 0,25% durante dois anos para estimular a economia. Este ano inverteu esta política e já aprovou dois aumentos consecutivos para conter a subida dos preços.

Assim, a taxa de juro oficial da maior economia do mundo está entre 0,75% e 1%, prevendo-se aumentos adicionais no preço do dinheiro nos EUA.

Deese sublinhou que é necessário dar à Reserva Federal “independência” para fazer o seu trabalho, notando que “tem os instrumentos para combater a inflação”.

De acordo com os dados do Departamento de Comércio, a inflação nos Estados Unidos mantém-se em níveis não observados há quarenta anos, embora tenha moderado ligeiramente em abril para os 8,3%, menos duas décimas do que em março.

Entretanto, o desemprego em abril nos Estados Unidos situou-se em 3,6% da força de trabalho, a mais baixa em dois anos.

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