Economia

Scholz quer gasoduto em Portugal: "Vem dar peso institucional a uma ideia que era um desejo"

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José Gomes Ferreira analisa a possibilidade de ligar um gasoduto entre Portugal e a Europa central e refere a importância do porto de Sines.

O chanceler alemão veio a público defender a construção de um gasoduto a partir do território português até à Europa Central. José Gomes Ferreira afirma que esta possibilidade é "viável", mas o que está em causa é transformar o gás liquefeito em gás.

"Finalmente, esta declaração veio dar um peso institucional a uma ideia que era um desejo apenas", considera José Gomes Ferreira.

Na ótica do comentador, a interrupção do fornecimento de gás da Rússia, tornará possível o aumento de importação de gás a partir do continente americano.

Uma solução transitória, isto é, até ao término da construção do gasoduto, que poderá demorar no mínimo três a quatro anos, era passar de navios grandes para pequenos. Através de embarcações mais pequenas o gás poderá ser transportados pelo Canal da Mancha e ser distribuído pelas países.

José Gomes Ferreira reforça que a declaração de Olaf Scholz "é o desespero da Alemanha", porque "estão a olhar para um inverno que aí vem e, neste momento, não há soluções rápidas".

Questionado sobre o investimento com a construção do gasoduto, José Gomes Ferreira afirma que "não é incomportável".

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