Economia

Sobre a inflação, Marcelo insiste num olhar para o resto da Europa

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Taxa de inflação em Portugal recuou para 9% em agosto.

O Presidente da República defendeu hoje que as medidas de apoio às famílias e empresas para fazer face à inflação deveriam ser concertadas a nível europeu, afirmando esperar para ver o pacote que o Governo anunciará.

"Acho que neste momento, em todos os países, tem que se ponderar um conjunto de medidas. O ideal era que fosse concertado a nível europeu, senão aumentam as desigualdades na Europa", respondeu aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa à saída das Conferências do Estoril, quando questionado sobre o anúncio de Espanha de que vai reduzir o IVA do gás.

Na opinião do Presidente da República, estas medidas "devem cobrir todos os domínios em que isso é possível, de acordo com a situação de cada país" para que, numa altura em que há subida do preço da energia e a inflação noutros bens, "isso não venha a criar os problemas que pode vir a criar ou já está a começar a criar na vida das pessoas, das famílias e das empresas".

"Vamos ver. Isso é uma decisão do Governo. Vamos ver quando é que aparecerá e como é que será", afirmou, quando questionado se espera um pacote de medidas robusto da parte do Governo de António Costa.

O Conselho de Ministros extraordinário para aprovar o pacote de medidas de apoio ao rendimento das famílias face à inflação realiza-se na segunda-feira, anunciou esta semana o primeiro-ministro, António Costa.

Taxa de inflação em Portugal recua para 9% em agosto

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá diminuído para 9,0% em agosto, face aos 9,1% de julho, estimou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com a estimativa rápida divulgada pelo instituto estatístico, "tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá diminuído para 9,0% em agosto (9,1% em julho)".

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