Economia

Inflação homóloga na OCDE recua em julho pela 1.ª vez desde novembro de 2020

Inflação homóloga na OCDE recua em julho pela 1.ª vez desde novembro de 2020
TERADAT SANTIVIVUT
Sobretudo devido ao abrandamento dos preços da energia.

A inflação homóloga na OCDE diminuiu ligeiramente para 10,2% em julho, face a 10,3% em junho, registando a primeira quebra desde novembro de 2020, sobretudo devido ao abrandamento dos preços da energia, anunciou esta terça-feira a organização.

Em comunicado, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) refere que, "enquanto a inflação homóloga caiu, entre junho e julho, em pelo menos 0,5 pontos percentuais no Canadá, Grécia, Luxemburgo e Estados Unidos, o número de países com uma inflação de dois dígitos aumentou de 13 para 15".

Em julho, o aumento dos preços da energia na OCDE abrandou para 35,3%, face a 40,7% em junho, com quedas em 26 dos 38 países da OCDE. No entanto, a subida dos preços dos alimentos na OCDE continuou a acelerar, atingindo 14,5% em julho de 2022, em comparação com 13,3% em junho. Excluindo alimentos e energia, a inflação homóloga aumentou para 6,8% em julho, contra 6,5% em junho.

Na área do G7, a inflação homóloga diminuiu para 7,6% em julho, face aos 7,9% de junho, registando-se um abrandamento da subida dos preços da energia em todos os países abrangidos, exceto o Reino Unido.

Considerando este grupo de países, a inflação subjacente (excluindo os preços dos alimentos e energia) foi "o principal contribuinte para a inflação geral no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, enquanto o efeito combinado dos preços de alimentos e da energia foi o principal contributo para a inflação global na França, Alemanha, Itália e Japão.

Na área do euro, a inflação homóloga medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) subiu para 8,9% em julho, que compara com 8,6% em junho, com o aumento dos preços dos alimentos e da inflação subjacente a "mais do que compensar" o abrandamento dos preços da energia.

A estimativa rápida do Eurostat para a área do euro aponta para um novo aumento da inflação homóloga em agosto, para os 9,1%, estimando-se que a inflação subjacente tenha aumentado para 4,3%, face a 4,0% em julho, enquanto a inflação dos preços da energia terá diminuído.

Na área do G20, a inflação homóloga estabilizou nos 9,2% em julho, o mesmo valor de junho de 2022. Fora da OCDE, a inflação homóloga aumentou mais na Argentina, China, Indonésia, Arábia Saudita e África do Sul, mas diminuiu no Brasil e na Índia.

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