Economia

Taxar lucros extraordinários das empresas? Opiniões no PS dividem-se

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O presidente do partido voltou a manifestar-se a favor, mas António Costa parece não querer.

No discurso de abertura da Academia Socialista, o presidente do PS sublinhou a importância de taxar os lucros excessivos das empresas, a chamada “windfall tax” - “impostos sobre lucros caídos do céu”. Posição que vai contra a do secretário-geral, António Costa.

Na iniciativa que assinala a rentreé do Partido Socialista, Carlos César afirmou “não ser justo” haver empresas “que lucram fabulosamente com a desgraça e a insatisfação”, dizendo ser importante dar este sinal político “num tempo de sacrifícios”.

A posição de Carlos César sobre esta matéria não vai ao encontro da de António Costa, que de acordo com o jornal Público, não quer a chamada “windfall tax”, o imposto sobre os lucros extraordinários das empresas.

Este imposto tem sido defendido por alguns setores do PS e esta não é a primeira vez que o presidente se manifesta nesse sentido. Nas redes sociais, Carlos César pediu ao Governo que, para além da ajuda às famílias, mudasse a atuação face às empresas que mais lucram.

Há menos de um mês, o primeiro-ministro colocou reticências, mas não afastou a possibilidade desde que avaliado o ganho do Estado. Agora, o jornal Público garante que a medida não irá constar no segundo conjunto de medidas a pensar nas empresas.

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