Economia

Aumentos na função pública ao nível da inflação? "Não vão com certeza ser aumentados 7,4%"

António Costa, primeiro-ministro
António Costa, primeiro-ministro
Horacio Villalobos
António Costa admitiu que o referencial para os aumentos será de 2%, em linha de conta com o que a União Europeia toma como ideal.

O primeiro-ministro afirmou esta segunda-feira que o Governo está a trabalhar com um referencial de inflação em 2022 de 7,4%, mas rejeitou um aumento dos salários da administração pública da mesma proporção.

Entrevistado pela TVI, quando confrontado se os aumentos na administração pública em 2023 teriam como referencial a inflação, António Costa rejeitou a ideia, afirmando que o valor final será decidido no âmbito da negociação coletiva com os parceiros sociais.

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"Não vão com certeza ser aumentados 7,4%", assegurou o líder do executivo.

Costa admitiu que o referencial para os aumentos será de 2%, em linha de conta com o que a União Europeia toma como ideal para não provocar uma espiral inflacionista, mas também terão em conta "a produtividade e o objetivo de aumentar o peso dos salários no produto".

"É sempre muito difícil encontrar o ponto de equilíbrio", de modo que os salários possam aumentar numa proporção que não seja por si própria geradora de inflação e consequentemente de perda de poder de compra, admitiu.

António Costa foi entrevistado num simultâneo da TVI e da CNN Portugal.

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