Economia

Preço da eletricidade no mercado regulado vai subir

Preço da eletricidade no mercado regulado vai subir
Jose A. Bernat Bacete
Veja aqui dois exemplos de faturas e quanto irão as famílias pagar a mais.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou um aumento do preço da energia no mercado regulado da eletricidade em cinco euros por megawatt-hora (MWh), equivalente a uma subida média de 3% na fatura mensal.

O aumento produz efeitos a partir de 1 de outubro.

No documento, a ERSE assinala que este aumento surge numa altura em que os mercados da energia estão a ser afetados pela guerra na Ucrânia.

A partir de outubro, uma fatura média mensal para um casal sem filhos, considerando uma potência anual de 3,45 kilovoltamperes (kVA) e um consumo de 1.900 kilowatts-hora (kWh) por ano, será de 38,22 euros, traduzindo-se num acréscimo de 1,05 euros face a setembro.

Já para um casal com dois filhos, com uma potência de 6,9 kVA e um consumo anual de 5.000 kWh por ano, o aumento será de 2,86 euros para uma fatura mensal de 94,97 euros.

As tarifas da energia já tinham sido atualizadas em abril e revistas em julho, o que resultou num "aumento anualizado de mais 1,1% da tarifa transitória em baixa tensão normal (BTN), entre 2022 e 2021".

Com este novo aumento, a variação tarifária média anual em BTN, entre 2022 e 2021, será de mais 1,8% no mercado regulado do setor elétrico.

Economista explica que aumento vai absorver descida de julho

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À SIC Notícias, o economista João Duque explica que a descida de 2,6% em julho no mercado regulado da eletricidade foi “muito contida” e, por isso, vai ser absorvida por este aumento médio de 3%.

“O mercado regulado tem sido bastante estável e interessante para os interesses dos consumidores, que querem pagar o menos possível. Mas, com esta subida, o preço ficou para a maioria dos consumidores ligeiramente acima do que antes de haver a descida”, explica.

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