Economia

Portugueses têm de saber que "cenários há para os tempos que vêm aí"

Portugueses têm de saber que "cenários há para os tempos que vêm aí"
JOSÉ SENA GOULÃO/Lusa
O Presidente da República considera que os portugueses saberem, neste momento, qual é o cenário macroeconómico previsto pelo Governo é o “mais importante”.
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À margem de uma aula, que deu no Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, o antigo liceu que frequentou, o Presidente Marcelo falou sobre o Orçamento de Estado que, vincou “está, certamente, praticamente pronto”, alertando para uma questão que considera “importante: dizer aos portugueses os cenários que há para os tempos que vêm aí".

“Havia quem pensasse que o segundo trimestre deste ano já teria um crescimento negativo do PIB, isso não aconteceu. Estamos agora a aproximarmo-nos do fim do terceiro trimestre, veremos os números e veremos os números que vêm da Europa. Depende muito do ambiente internacional”, reconheceu Marcelo.

Mas, prosseguiu, "é muito importante agora que estamos a três semanas da entrega do Orçamento que se saiba, com toda a dificuldade que isso implica, como é que se vê o crescimento do PIB, a evolução da inflação, do emprego, das contas públicas. Já se sabe que é muito difícil fazer essa previsão, mas tem de haver uma previsão de base".

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Questionado sobre o método de cálculo das pensões - que teve em conta a despesa e não a parte da receita -, o Presidente da República pediu a separação da questão das pensões da do Orçamento do Estado "por uma questão de clareza".

“Uma discussão é qual é a margem de manobra económica que há ou não há para o ano, outra coisa é o debate da sustentabilidade da Segurança Social, é pensar para lá de 2023. Uma coisa tem a ver com a outra mas, por uma questão de organização de pensamento, eu começaria por dizer para 2023 quais são as perspetivas e depois para além de 2023 como é com a sustentabilidade da Segurança Social”

Na opinião do chefe de Estado, "o fundamental é saber qual é a previsão do Governo sobre a evolução da situação, como vai ser 2023, depois qual o espaço de manobra que tem em Bruxelas para que os apoios não sejam ajudas de Estado e a seguir [sim] coloca-se o problema de saber que tipo de reação e medidas serão tomadas e como é que o OE será concebido para o ano que vem”.

Marcelo vai ouvir partidos e reunir Conselho de Estado

O Presidente da República anunciou ainda que vai reunir o Conselho de Estado para analisar a situação política e socioeconómica do país, depois das audiências com os partidos sobre o Orçamento do Estado para 2023.

Sem referir uma data em concreto, o chefe de Estado referiu que a reunião do Conselho de Estado vai ser depois das audiências no Palácio de Belém com PS, PSD, Chega, Iniciativa Liberal, PCP, BE, PAN e Livre sobre o Orçamento do Estado para 2023.

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