Economia

Chegar às 300 mil casas para arrendar até 2026 é "impossível", embora seja uma "grande ambição"

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O presidente do Conselho da Construção do Imobiliário da CIP diz que tudo estará dependente da vontade política.

O Governo quer chegar às 300 mil casas para arrendar até 2026, mas Fernando Santo, presidente do Conselho da Construção do Imobiliário da CIP, considera "impossível", embora seja uma "grande ambição".

Com este Plano Nacional de Habitação, o Governo quer ajudar a baixar os preços da habitação através do estímulo ao arrendamento, injetando mais oferta no mercado. Esta medida do Governo prevê regular o mercado e permitir que todas as famílias consigam ter uma casa.

Para Fernando Santo atingir a meta de 50% em 2026 "já não seria mau", se for tido em conta a "promoção do Estado, a reabilitação dos imóveis do Estado e os privados que possam investir para arrendamento com apoio público".

O custo da construção "está completamente desajustado aos rendimentos das famílias". Fernando Santo aponta a "falta de produção" como razão: "Entre 1991 e 2011 produzimos em média 84 mil fogos, nos últimos dez anos foram 12.200".

A falta de trabalho levou à emigração de engenheiros e encarregados e a reformas antecipadas, que se refletem agora na falta de mão de obra. A Confederação da Construção diz que são mais de 80.000 profissionais qualificados que Portugal já teve e que hoje não existem.

O Plano Nacional de Habitação proposto pelo Governo pode resolver alguns problemas da habitação "se houver mudança da política, se houver uma perceção do que é preciso para que isto aconteça", por exemplo, "começando por terrenos loteados, que não existem e projetos que não existem".

Fernando Santo defende, ainda assim, que será a vontade política a ditar se os objetivos são ou não cumpridos.

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