Economia

Registadas "fortes explosões subaquáticas" onde se registaram fugas nos gasodutos Nord Stream

Registadas "fortes explosões subaquáticas" onde se registaram fugas nos gasodutos Nord Stream
Twitter Forsvaret

O alerta chegou de estações sismológicas da Dinamarca e Suécia. Há vídeo do impacto.

“Fortes explosões subaquáticas”. É desta forma que as estações sismológicas de Dinamarca e Suécia se referem, esta terça-feira, ao que foi registado no Mar Báltico após as falhas detetadas no Gasoduto Nord Stream 2.

Na antena da televisão sueca SVT, especialistas da Rede Nacional Sísmica do país garantiram que “não existem dúvidas de que são explosões”, referindo que o impacto de uma delas foi semelhante a um pequeno sismo.

Uma primeira "emissão maciça de energia" de uma magnitude de 1,9 foi registada na noite de domingo às 2:03 locais (1:03 em Lisboa), no sudeste da ilha dinamarquesa de Bornholm, disse Peter Schmidt, da Rede Nacional Sísmica Sueca, à agência francesa AFP.

O instituto sueco registou uma segunda ocorrência de magnitude 2,3 às 19:04 locais de segunda-feira (18:04 em Lisboa), no nordeste da ilha. "Interpretamo-lo como vindo com a maior probabilidade de alguma forma de detonação", afirmou Schmidt.

Nas redes sociais foi partilhado um vídeo onde são visíveis “as ondas que se deslocam do fundo para a superfície”. A primeira explosão foi registada pelas 2:00 desta segunda-feira e a segunda cerca das 19:00 do mesmo dia.

As autoridades dinamarquesas e suecas detetaram fugas no gasoduto Nord Stream 1, que a Rússia encerrou no início de setembro, e no gasoduto Nord Stream 2, que nunca foi posto em funcionamento devido à falta de autorização da Alemanha, na sequência da invasão russa da Ucrânia.

Apesar de não estarem operacionais, os dois gasodutos operados por um consórcio do gigante russo Gazprom estavam cheios de gás.

A Ucrânia acusou hoje a Rússia de responsabilidade pelas fugas nos gasodutos, denunciando um "ataque terrorista" contra a União Europeia.

"A fuga de gás em grande escala do Nord Stream 1 não é mais do que um ataque terrorista planeado pela Rússia e um ato de agressão contra a União Europeia", disse o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak no Twitter, citado pela AFP.

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