Economia

Banco de Inglaterra volta a comprar obrigações de dívida britânica

Banco de Inglaterra
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Dan Kitwood

É mais um sinal de instabilidade nos mercados financeiros. O Banco de Inglaterra intensificou o plano de emergência de compra de obrigações.

Pela segunda vez em duas semanas, o Banco Central de Inglaterra voltou a comprar obrigações de dívida britânica. O objetivo é impedir - ainda mais - a queda do valor dos títulos de dívida e tentar segurar o valor da libra esterlina, que está a valer cada vez menos.

Os juros da dívida, no prazo de 30 anos, atingiram esta terça-feira, novamente, os 4,7%, um valor de risco que assusta os investidores.

O problema estende-se aos grandes fundos de pensões britânicos, que têm de registar perdas enormes com a queda do valor das obrigações e reduz o valor do dinheiro disponível para pagar pensões.

O Banco de Inglaterra lançou o programa de compra de obrigações na sequência da turbulência dos mercados, resultantes do anúncio do Governo de Liz Truss no mês passado do plano fiscal radical de crescimento - que inclui cortes maciços de impostos.

O banco também disse que estas últimas medidas "atuarão" como mais um "travão" para "restaurar as condições de mercado ordenadas".

O custo do endividamento do Governo continuou a subir acentuadamente na segunda-feira depois de o banco ter anunciado que iria duplicar o limite da quantidade de obrigações que comprava por dia.

Neste contexto, o ministro das Finanças britânico, Kwuasi Kwarteng, anunciou também na segunda-feira que apresentará o seu plano económico completo acompanhado de previsões oficiais de crescimento e dívida entre 23 de setembro e 31 de outubro, depois de ter sido pressionado pelos seus próprios colegas conservadores devido à desestabilização dos mercados financeiros.

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