Economia

Preço dos medicamentos ameaça subir, bastonário pede medidas urgentes

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Cadeias de abastecimento sentem também cada vez mais dificuldade em assegurar os stocks na farmácias.

O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos diz que a guerra na Ucrânia agravou o problema e avisa que é urgente tomar medidas para garantir a sustentabilidade dos medicamentos no mercado.

O preço dos medicamentos, principalmente os mais baratos, pode vir a sofrer um aumento devido aos crescentes custos de produção. Helder Mota Filipe, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, garante que esta subida de preços é motivada pelo aumento significativo do preço das matérias primas.

As cadeias de abastecimento sentem cada vez mais dificuldade em assegurar os stocks na farmácias e até ao final de setembro passado, a falta de medicamentos aumentou quase 30%, comparativamente com o período homólogo de 2021.

Na génese desta problemática está, entre outros fatores, a guerra na Ucrânia que, segundo Hélder Mota Filipe, tem criado dificuldades ao setor.

"Há situações resultado da guerra que parecem à primeira vista pouco relevantes, por exemplo a falta de amido para fazer os excipientes e criar a forma do comprimido que é muito frequente"

O amido - componente fundamental de grande parte dos medicamentos - vem em grande quantidade da zona de guerra, e devido à escassez registou um aumento de preço que ronda os 300%.

O alumínio é outro componente essencial para a indústria farmacêutico que também tem estado em falta graças ao conflito, assim como o cartão.

O bastonário acrescenta que "há um conjunto de aspetos que se combinam e que têm de ser rapidamente antecipados".

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