O Banco Europeu de Investimento vai financiar a reabilitação de mais de 50 mil casas em Portugal. São mil milhões de euros que vão ser disponibilizados para a habitação, a que se junta ao outro financiamento já anunciado de 1,3 mil milhões para construção a preços acessíveis. Em entrevista exclusiva à SIC, a Presidente do BEI, que está de visita oficial a Portugal, não fecha a porta ao financiamento do novo aeroporto de Lisboa e do TGV. Nadia Calviño reúne-se com o primeiro-ministro na quarta-feira.
É a segunda vez que visita Portugal enquanto Presidente do Banco Europeu de Investimento.
Depois de assinar com o Governo o financiamento de 1,3 mil milhões de euros para a construção de 12 mil casas, com um prazo de execução até 2030, Nadia Calviño diz que é preciso fazer mais para resolver a crise na habitação.
"Estou muito satisfeita pro termos assinado este primeiro acordo de 1,3 mil milhões de euros e estamos também, atualmente, a avaliar outro acordo de mil milhões de euros para renovar edifícios para habitação social (...). Vamos fornecer financiamento ao Governo português que depois o fornecerá aos Municípios ou às empresas que vão construir essas casas. Além da nova construção, vamos também promover a renovação de edifícios."
Está prevista a reabilitação de mais de 50 mil casas.
Em entrevista à SIC, na Fundação Champalimaud, Nadia Calviño diz que este financiamento é apenas para Portugal, apesar da crise estar espalhada pela Europa.
Antiga vice-primeira-ministra de Espanha nos governos de Pedro Sánchez está no Luxemburgo, a liderar o Banco Europeu de Investimento há quase dois anos, mas não esquece o sonho que liga os espanhóis e os portugueses.
Está disposta a financiar a expansão do TGV e também não fecha a porta ao futuro aeroporto de Lisboa.
O aeroporto é considerado uma infraestrutura critica e a principal preocupação europeia é a defesa.
"A guerra parece ser muito distante de Portugal ou do meu país, Espanha, mas trata-se do desafio mais importante que temos para a segurança e a defesa da Europa. E para o BEI é evidente, este ano vamos chegar aos 3,5% do nosso financiamento total para a área da segurança e da defesa."
De visita oficial a Portugal, reuniu-se com os ministros das Finanças e da Economia. Tem encontro marcado em São Bento na quarta-feira.
