O Ministério dos Negócios Estrangeiros estabeleceu o Programa "Startup Visa" em 2018 no âmbito de uma necessidade estratégica de atrair um tipo de imigrantes específico: imigrantes empreendedores que pretendessem desenvolver e seu projeto em Portugal.
De 2020 até 2025, segundo dados do IAPMEI e contas do jornal "Público" divulgadas esta segunda-feira, dia em que arranca em Lisboa a Web Summit, os vistos de residência deste programa verificam-se residuais quando comparados com outros. São menos de 500 autorizações em cinco anos, o que representa 0,1% do total de títulos concedidos.
O pico foi em 2023, ano de maior crescimento da imigração em geral, com 178 emissões. No ano seguinte foram concedidas menos 41% de autorizações.
Em termos comparativos, o aumento de títulos de residência emitidos foi de 118 mil em 2020 para mais de 218 mil em 2025, sendo que o recorde foi batido em 2023 com quase 329 mil vistos. Já os vistos especificamente para imigrantes empreendedores passaram de 34 para apenas 105, uma diferença acentuada quando comparados com o universo de vistos atribuídos em Portugal.
Capital portuguesa incentiva inovação e empreendedorismo
A Web Summit arranca esta segunda-feira em Lisboa, com mais de 900 oradores e de 70.000 participantes, de acordo com dados da organização, num evento onde a inteligência artificial (IA) continua em destaque.
Na edição deste ano, a 9.ª desde que a 'cimeira' tecnológica começou a realizar-se na capital portuguesa, são esperados mais de 70 mil participantes e acima de 2.500 'startups' a exibir os seus produtos e serviços e mais de mil investidores.
No evento, que decorre até 13 de novembro, a organização espera "mais de 900 oradores reunidos em Lisboa".
Em 2024, a Web Summit em Lisboa registou um recorde de 71.528 participantes de 153 países. A 'cimeira' arrancou na capital portuguesa em 2016 e a sua realização está garantida em Lisboa até 2028.´
Com Lusa

