O ministro das Finanças afirma que o salário mínimo de 1600 euros, de que falou o primeiro-ministro, é uma ambição, e não uma promessa. Joaquim Miranda Sarmento recusa-se a estabelecer um prazo para atingir este valor de remuneração.
Em declarações aos jornalistas, esta sexta-feira, em Bruxelas, após a reunião do Ecofin, o ministro comentou o cenário de um salário mínimo de 1600 euros, que o primeiro-ministro declarou ser um objetivo para o país.
“É uma ambição. A ambição é colocar os salários cada vez mais altos”, sublinhou Joaquim Miranda Sarmento.
No entanto, questionado quando é que será possível atingir este nível de salário mínimo, o governante recusou-se a “especular”. “Dependeria de muitas variáveis”, declarou.
“Obviamente que qualquer governo só se pode comprometer naquilo que são os limites da sua legislatura”, acrescentou.
Interrogado se o Governo está à espera de continuar por mais legislaturas, para levar a cabo esse objetivo, Miranda Sarmento respondeu que a expectativa é “quando voltarmos um dia a eleições - se tudo correr bem, em outubro de 2029 - é ganhar e continuar a governar”. Mas sem associar, ainda assim, qualquer prazo ao salário mínimo de 1600 euros.
“O que estamos a dizer é que, quanto maior a produtividade e maior for o crescimento económico, maiores serão os salários”, concluiu. “A mensagem principal é esta: estamos num bom momento económico, é nestes momentos que se fazem as mudanças e as reformas estruturais.”
Há uma semana, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, aumentou os objetivos salariais para o país, falando num salário mínimo de 1.600 euros e num salário médio de 3.000 euros - um dia depois de ter mencionado valores inferiores.