Economia

Portugal regista recorde de consumo de energia elétrica em janeiro de 2026" para melhor posicionamento geográfico

Ao longo do mês foram sendo estabelecidos novos máximos no consumo diário, que acabou por se fixar no dia 23 de janeiro.

Portugal regista recorde de consumo de energia elétrica em janeiro de 2026" para melhor posicionamento geográfico
Canva

O mês de janeiro de 2026 teve o maior consumo de energia elétrica de sempre registado no sistema nacional, segundo avançou hoje a REN - Redes Energéticas Nacionais.

"O consumo atingiu os 5,4 TWh [Terawatt-hora], um crescimento de 8,1% (5,9% com correção de temperatura e dias úteis) face ao mês homólogo do ano anterior, quando se tinha registado o anterior máximo mensal, 5,0 TWh", informou a REN, em comunicado.

Ao longo do mês foram sendo estabelecidos novos máximos no consumo diário, que acabou por se fixar no dia 23 de janeiro.

Quanto à produção, janeiro teve condições meteorológicas "particularmente favoráveis tanto para a produção hidroelétrica como para a eólica, com os índices de produtibilidade a registarem respetivamente, 1,33 e 1,35 (médias históricas de 1), tratando-se, em ambos os casos, dos índices mais elevados para o mês de janeiro desde 2014".

Por outro lado, o índice nas fotovoltaicas registou o menor valor para o mês de janeiro dos registos da REN, empresa responsável pela gestão global do Sistema Elétrico Nacional e do Sistema Nacional de Gás Natural.

No primeiro mês do ano, a produção renovável abasteceu 80% do consumo, com a hidroelétrica a representar 37%, a eólica 35%, a fotovoltaica 4% e a biomassa também 4%, de acordo com a REN.

"A produção não renovável, através das centrais a gás natural, abasteceu 14% do consumo, enquanto os restantes 6% foram abastecidos através de energia importada", indica.

Já no mercado de gás natural, observou-se o consumo mensal mais elevado desde julho de 2023, com o terminal de GNL de Sines a manter-se a principal fonte de abastecimento do sistema nacional.

O mês de janeiro foi marcado pelo mau tempo, nomeadamente pela passagem da depressão Kristin pelo território português, que provocou vento, chuva, neve e agitação marítima.