O presidente executivo do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, considerou esta quinta-feira que poderão ser necessários mais apoios para as empresas afetadas pela tempestade Kristin e defendeu apoios de capital a fundo perdido.
Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados (lucros de 963,8 milhões de euros), Castro e Almeida considerou que deverão ser suficientes as medidas de apoio aos particulares (entre as quais moratórias que suspendem o pagamento do crédito durante uns meses).
Já para empresas considerou que poderá "ter de haver apoios a fundo perdido", ou seja, dinheiro que as empresas recebem para investimentos e que não terão de devolver.
"Uma empresa com as infraestruturas muito destruídas não sei se conseguirá pôr-se de pé com mais crédito e moratórias", afirmou Castro e Almeida aos jornalistas.
O gestor afirmou que os apoios necessários dependem dos danos e do que será coberto pelos seguros mas que provavelmente há muitos casos em que terão de se equacionar mais apoios, incluindo a fundo perdido.
Castro e Almeida está de saída da presidência executiva do Santander Totta (foi nomeado 'chief risk officer' do Grupo Santander) e será substituído por Isabel Guerreiro, atual vice-presidente e que já hoje teve protagonismo na apresentação de resultados.
Esta quarta-feira, a Associação de Municípios defendeu que Governo crie para as empresas um sistema de incentivos destinados à reposição da capacidade produtiva, que comparticipe a fundo perdido os danos não comparticipados pelas seguradoras.
Segundo Ana Abrunhosa, a ANMP faz esta sugestão porque "mais vale financiar a fundo perdido e garantir que as empresas se erguem e repõem a sua competitividade, do que estar a criar aqui linhas de apoio com garantia a 100% para as empresas e 90% para os bancos", disse a vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Ana Abrunhosa, no final de uma reunião do conselho diretivo da ANMP.

