A invasão da Ucrânia pela Rússia contribuiu para o aumento dos preços de bens e alimentos, mas já “em setembro do ano passado, o gás natural aumentou mais de 400% no mercado grossista”, disse o presidente da FIPA, Jorge Henriques.
A subida do preço dos cereais e das frutas e legumes, diretamente relacionada com o conflito Rússia-Ucrânia, já se notava nas indústrias agro-alimentares desde o ano passado. Quem o diz é Jorge Henriques, presidente da FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares, à SIC Notícias.
Afirma que a guerra no país ucraniano potenciou esses aumentos, “mas ele [aumento] é anterior e tem o seu epicentro na pandemia da covid-19 que vivemos”, acrescentando que os custos com a energia também têm perturbado a cadeia de distribuição.
“Os grandes aumentos de matérias-primas em geral” começaram no ano passado, com o gás natural a aumentar “mais de 400% no mercado grossista”, o que impactou os consumidores, principalmente os “industriais”, referiu.
SAIBA MAIS
- Aumento do preço dos cereais “é de longe o maior”
- Preço do pão deverá voltar a subir nas próximas semanas
- Aumento do preço dos combustíveis: taxistas dizem que apoios do Governo são insuficientes
- Empresas tentam ser mais eficientes perante aumento de custos de produção
- O impacto do aumento dos preços nas instituições e famílias portuguesas
