O antigo líder do PAN está disponível para regressar à liderança do partido. Uma posição apoiada pela ex-deputada Cristina Rodrigues. Já a direção do PAN sai em defesa do partido e deixa críticas a André Silva.
André Silva ataca a estratégia de Inês de Sousa Real, que acusa de se ter comportado como afilhada do PS e que até deu a entender que viabilizaria um governo do PSD.
Num artigo publicado no jornal Público, o ex-líder do partido diz que as eleições de domingo foram desastrosas para o partido porque este deixou de marcar a agenda política e teve uma postura errática.
Uma opinião que também a ex-deputada Cristina Rodrigues partilha.
Em declarações à SIC, diz que Inês Sousa Real “não esteve à altura do desafio e os resultados demonstram-no”. “A mensagem do PAN não passou, a visão que havia do PAN deixou de existir.”
Para a ex-deputada, é urgente mudar a direção do PAN, talvez por alguém que conhece bem o partido. “Há uma coisa que indiscutível: o trabalho que André Silva fez durante a legislatura de 2015 foi um excelente trabalho.”
Cristina Rodrigues acredita que André Silva consegue “voltar a reerguer o partido”, sendo apenas necessário que “os filiados o queiram”.
Direção do PAN responde a André Silva
Bebiana Cunha, da direção do PAN, respondeu esta sexta-feira às críticas de André Silva, dizendo que este não tem autoridade para censurar Inês Sousa Real.
Em entrevista à TSF, a antiga líder parlamentar acusa o ex-líder do PAN de falta de memória e desonestidade em relação à maneira como lidou com o PS, quanto esteve à frente do partido.
“Não está aqui a haver honestidade da parte dele. Há aqui uma colagem prévia e da qual ele tem claramente responsabilidade. Aliás, se virmos aquilo que foram as votações durante o seu mandato de deputado único foi quando o PAN votou favoravelmente orçamentos do Partido Socialista e cuja votação a favor não se registou sequer nesta última legislatura que tivemos. Aliás, a sua oposição ao Governo ficou marcada por não ter uma única crítica a fazer ao Governo, de 2015 a 2019, quando questionado, numa entrevista ao Expresso nas eleições legislativas de 2019, sobre qual era a principal crítica que apontava a António Costa. Respondeu nenhuma”, explicou Bebiana Cunha à TSF.
