Afeganistão

UE prevê vaga de migrantes afegãos maior que a dos últimos seis anos

França e Alemanha estão a pensar numa solução que envolva os países vizinhos diretos do Afeganistão, dispostos a receber refugiados, como o Irão ou o Paquistão.

Reino Unido, França e Alemanha continuam a transportar, a partir de Cabul, não só cidadãos europeus, mas também afegãos que trabalharam lealmente com as forças internacionais.

Esta terça-feira, começaram a chegar a Paris os primeiros cidadãos de Cabul, retirados pela força aérea francesa.

O Reino Unido, que conta a transportar ao todo entre os 6.000 e 7.000 pessoas por via aérea a partir do Afeganistão.

A Alemanha utilizou o Uzbequistão como base de retirada de nacionais.

A República Checa, Itália e Dinamarca participam na gigantesca operação logística e militar, que é apenas o início das consequências provocadas pelas mudanças no Afeganistão.

A NATO veio garantir a segurança futura do espaço atlântico e alinhar dos factos com os Estados Unidos.

Joseph Borell garantiu que os 27 iniciarão conversações com os talibãs a quem chama os vencedores da guerra.

Mais do que a ameaça islâmica radical, muitos antecipam outra para o ocidente, particularmente a Europa: uma gigantesca onda migratória ainda maior que a dos últimos seis anos, que trouxe meio milhão de afegãos às fronteiras europeias.

A Grécia já veio anunciar que não pode continuar a ser porta de entrada.

França e Alemanha dizem que estão a pensar numa solução robusta, no âmbito das Nações Unidas, que envolva vizinhos diretos do Afeganistão, dispostos a receber refugiados, como o Irão ou o Paquistão. Estimativas apontam para um êxodo potencial de 5 milhões de deslocados.

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