Músicos, professores e funcionários do Instituto Nacional de Música do Afeganistão, e alguns familiares, chegaram esta segunda-feira a Lisboa. Aterraram em solo português graças a uma operação conjunta que envolveu as autoridades nacionais e do Qatar, assim como organizações norte-americanas.
"Foi uma viagem muito longa para a liberdade", diz Ahmad Sarmast, do Instituto Nacional de Música do Afeganistão.
Inicialmente, vão ficar em centros de acolhimento temporário na Grande Lisboa.
"Depois, progressivamente, irão para habitações autónomas. Estão a ser feitos contactos com diferentes entidades relacionadas com música, para aqui poderem aprender e continuar a sua atividade musical", afirma Cláudia Pereira, secretária de Estado para a Integração e as Migrações
Entre o grupo, estão jovens que integram a orquestra feminina afegã Zohra.
A par da formação musical, os jovens vão para a escola e os adultos serão integrados no mercado de trabalho. Mas todos esperam, dentro de alguns meses, inaugurar o Instituto de Música do Afeganistão em Portugal.
