Centenas de milhares de trabalhadores afegãos não recebem salário há meses, desde que os talibã assumiram o poder, num momento em que o país atravessa uma grave crise humanitária e a ONU receia que, em meados do próximo ano, 90% dos afegãos vivam em situação de pobreza.
A 21 de novembro, em entrevista à Reuters, um porta-voz do Ministério das Finanças garantiu que as reformas na distribuição de salários estavam em curso e que os pagamentos teriam início no dia seguinte.
Quase um mês depois, centenas de milhares de trabalhadores afegãos continuam sem receber salário.
As mulheres estão impedidas de trabalhar e as raparigas proibidas de frequentar o ensino secundário até a aprovação de uma nova política de educação que só deverá acontecer no próximo ano.
O Afeganistão atravessa uma grave crise humanitária e as Nações Unidas receiam que, em meados do próximo ano, 90% da população viva em situação de pobreza.
Desde que os talibã tomaram o poder, o Afeganistão perdeu a ajuda internacional que ajudava a sustentar a economia do país, agora à beira do colapso, bem como o sistema bancário.
O Afeganistão enfrenta ainda uma situação de seca severa e os impactos da pandemia.
SAIBA MAIS
- Unicef lança o maior apelo financeiro de sempre para ajudar crianças
- Afeganistão: metade das crianças menores de cinco anos estarão gravemente desnutridas em 2022
- Afeganistão: Mulheres vítimas de violência abandonadas na "era Talibã"
- Mais de 270 milhões de pessoas vão precisar de ajuda humanitária em 2022
- Mulheres protestam para exigir abertura das escolas no Afeganistão
- Afeganistão: um país em colapso perante o olhar do mundo
- Remodelação no governo do Afeganistão exclui mulheres
- Afeganistão: Governo talibã pede às televisões que não transmitam séries com mulheres
