Os líderes do G20 apoiam a proposta de um imposto global mínimo de 15% para as empresas multinacionais.
O acordo, pensado para garantir um sistema tributário mais justo, foi negociado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e assinado por 136 dos 140 países que a compõem, incluindo Portugal.
Depois de quatro anos de intensos debates, os líderes das maiores economias do mundo endossaram, na cúpula do G20, a criação de um imposto global mínimo de 15% para as grandes empresas.
Abrangidas por esta medida estão multinacionais com um volume de negócios global superior a 20 mil milhões de euros e uma rentabilidade superior a 10%.
O objetivo do acordo é evitar que estas companhias transfiram as operações para paraísos fiscais, onde os impostos são mais baixos, com forte impacto nas economias dos países de origem.
O Relatório do Observatório da Tributação da União Europeia, de junho deste ano, concluiu que os países ricos seriam os maiores beneficiários destas medidas, já que é aí que se concentram as grandes multinacionais.
De acordo com o Observatório Fiscal da União Europeia, se o acordo já estivesse implementado este ano, poderia render a Portugal, 100 milhões de euros adicionais.
Este sábado, a primeira sessão da cimeira do G20 foi dedicada à saúde global e à economia.
O primeiro-ministro italiano Mario Draghi, apelou a apoios mais robustos às empresas mais afetadas pela pandemia.
O presidente do Conselho Europeu abordou os pontos fortes e fracos da cooperação internacional durante a pandemia. Charles Michel alertou para desafios como o aumento dos preços da energia, interrupções nas cadeias de valor e falhas na vacinação.
A cimeira, com vários encontros bilaterais, termina no domingo com uma conferência de imprensa de Mario Draghi, para resumir os acordos previstos em questões como tributação, pandemia, recuperação económica e alterações climáticas.

