Assalto em Tancos

Chefe do Estado-Maior do Exército reintegra comandantes que tinha exonerado

Rafael Marchante

O Chefe do Estado-Maior do Exército voltou a nomear os comandantes que tinha exonerado temporariamente na sequência do furto de material militar de Tancos. O Exército confirma também que vai transferir o material existente para outros paióis.

"O Exército informa que os oficiais em causa foram nomeados pelo Chefe do Estado-Maior do Exército para os mesmos cargos, com efeitos a partir de 18 de julho de 2017", é referido num comunicado do Exército.

A decisão foi tomada "considerando que com a conclusão destas averiguações se encontram ultrapassadas as razões que justificaram a exoneração dos comandantes".

A exoneração destes militares tinha sido anunciada no passado dia 1 pelo CEME, em declarações à RTP. O porta-voz do ramo, tenente-coronel Vicente Pereira, esclareceu posteriormente que estas exonerações visavam um "afastamento temporário" e que no final das investigações internas poderiam "voltar a funções".

Os militares que tinham sido exonerados são o comandante da Unidade de Apoio da Brigada de Reação Rápida, tenente-coronel Correia, o comandante do Regimento de Infantaria 15, coronel Ferreira Duarte, o comandante do Regimento de Paraquedistas, coronel Hilário Peixeiro, o comandante do Regimento de Engenharia 1, coronel Paulo Almeida, e o comandante da Unidade de Apoio de Material do Exército, coronel Amorim Ribeiro.

A decisão do CEME de exonerar os cinco comandantes de unidade suscitou polémica no Exército, com dois generais da estrutura superior do Exército a assumirem publicamente a sua discordância face à forma como o Rovisco Duarte geriu este caso.

O tenente-general António de Faria Menezes pediu a exoneração do comando das Forças Terrestres, ocupado agora em "suplência" pelo número 2, major-general Cóias Ferreira.

A segunda "baixa" foi a do tenente-general Antunes Calçada, que pediu a passagem à reserva por, segundo noticiou o semanário Expresso, "divergências inultrapassáveis" com o CEME alegadamente devido à forma como o general Rovisco Duarte decidiu exonerar os cinco comandantes.

Com Lusa