Assalto em Tancos

Processo de Tancos. Principal arguido implicou ex-ministro da Defesa em tribunal

Advogado de Azeredo Lopes não quis comentar as declarações de João Paulino em tribunal.

No terceiro dia do julgamento do assalto a Tancos e da recuperação do material roubado, o principal arguido implicou o ex-ministro da Defesa.

O mentor do furto de armas de Tancos, João Paulino, disse em julgamento que militares da GNR lhe disseram que se entregasse o material roubado, "nada lhe acontecia" e que o ministro da Defesa acompanhava o assunto.

Paulino disse ter tido vários encontros com os arguidos Bruno Ataíde, da GNR de Loulé (de quem é amigo de infância) e do seu chefe, o sargento Lima Santos, a quem contou que estava envolvido no assalto aos paióis da base militar de Tancos, ocorrido em junho de 2017.

"Contei-lhes que sabia onde estavam as armas, que estive envolvido no assalto, mas nunca com pormenores" referiu João Paulino, dizendo que se sentiu pressionado quando confessou que sabia onde estava o material.

Os dois militares da GNR do Algarve sentiram que Paulino não estava muito confiante e que temia ser preso e, numa tentativa de criarem uma relação de confiança, disseram-lhe que o assunto "estava a ser tratado ao mais alto nível e que o ministro da Defesa o estava a acompanhar".

O advogado de Azeredo Lopes não quis comentar as declarações de João Paulino em tribunal.


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  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira