Eleições Autárquicas

Resultado autárquico e vitória de Moedas deixam "adversários internos de Rui Rio arrumados"

Opinião

Martim Silva analisa as consequências políticas das noite eleitoral.

A noite eleitoral ficou marcada pela vitória de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa. Depois das sondagens à boca das urnas terem apontado um empate técnico entre o candidato da direita e Fernando Medina, foi Moedas quem acabou ser eleito presidente da autarquia da capital. Martim Silva, diretor adjunto do Expresso, considera que essa foi “a grande surpresa da noite eleitoral”.

“Carlos Moedas é, provavelmente, a grande surpresa da noite eleitoral. Recuperou a capital, contra todas as expectativas, que era dos socialistas desde 2007. Tinha sido conquistada por António Costa e passada a Medina”, afirma em entrevista à Edição da Manhã da SIC Notícias.

Numa noite de “análises difíceis,”, tanto António Costa como Rui Rio reclamam vitória: o PS por ter sido o partido mais votado e que elegeu mais câmaras, o PSD pela conquista da capital e pela subida de resultados em relação a 2017.

“Uma das consequências desta noite eleitoral é que os adversários internos de Rui Rio ficaram arrumados. Esta é a melhor maneira de o dizer. Rui Rio não ganha as eleições – no sentido em que o PS tem mais câmaras, mais votos, mais mandatos, vai ficar com a Associação Nacional de Municípios e com a Associação Nacional de Freguesias, é um facto – mas consegue reduzir consideravelmente distância a que o PSD estava do PS depois do resultado de há quatro anos”, explica o jornalista.

Martim Silva não tem dúvidas que este resultado irá permitir a Rui Rio uma recandidatura nas próximas eleições internas do PSD, chegando às legislativas de 2023.