Eleições Autárquicas

Rio defende que PSD fica "em melhores condições" de vencer legislativas

Presidente do partido não confirma, ainda assim, uma eventual recandidatura à liderança.

O presidente do PSD defendeu este domingo que o resultado autárquico de domingo dá ao partido "melhores condições" de vencer as próximas legislativas, mas sem querer confirmar hoje que é recandidato à liderança do partido.

"Conseguimos mais implantação e conseguimos um PSD mais forte, o que dá para deduzir facilmente que estamos em muito melhores condições de ganhar as eleições em 2023", afirmou Rui Rio, em declarações aos jornalistas na sede nacional do partido.

O presidente do PSD defendeu que o resultado - o PSD conseguiu encurtar a diferença em relação do PSD e recuperar mais de 30 câmaras em relação há quatro anos, apesar de ter perdido outras 15 - "é um impulso importante para o futuro do PSD e para o futuro do país".

"Ficou provado que não se resolve com rajadas de promessas para os eleitores, mas com um discurso honesto e sincero", considerou.

Questionado por várias vezes pela comunicação social se se recandidata à liderança do PSD para as diretas de janeiro, Rui Rio defendeu que, se não tivesse alcançado os objetivos a que se propôs, daria já hoje uma resposta, "porque era evidente".

"A partir do momento em que assim não é, não vou misturar os temas, hoje são autárquicas e isso é vida interna do partido", afirmou, remetendo essa discussão para um "tempo próprio", que não especificou quando será.

Questionado se a vitória em Lisboa pode significar um cartão amarelo ao Governo, Rio considerou que esse aviso não vem apenas da capital, mas do "resultado do partido como um todo".

"O PS vai ter seguramente mais câmaras que o PSD, mas temos de analisar o resultado em função das circunstâncias. Face ao ponto de partida do PSD, é um excelente resultado", disse, apontando a diferença de 63 câmaras que separavam os dois partidos antes destas eleições.

Para Rio, se a "boa vitória" do PS em 2017 foi "reconfortante" para o partido e para o Governo, hoje "não é obviamente reconfortante, antes pelo contrário".

Questionado se a vitória em Lisboa retira margem aos seus adversários internos, Rio respondeu que o partido tem órgãos próprios, que começam "no seu presidente".

"A vitória em Lisboa não é no meu interesse, é no interesse de todo o partido, é uma vitória global de todos no PSD. Disse muitas vezes que, nestes dois anos, as autárquicas eram o mais importante, fiz o melhor que sei e posso porque era essa a obrigação desde que me candidatei ao lugar. Ponto, e aqui termina a coisa, e depois o futuro logo se verá", afirmou, numa conferência de imprensa que terminou em clima de festa.

Na sede do PSD, estiveram dirigentes como o secretário-geral José Silvano, o secretário-geral adjunto Hugo Carneiro, o líder parlamentar Adão Silva, o presidente do Conselho Nacional Paulo Mota Pinto e vários vice-presidentes como Nuno Morais Sarmento, André Coelho Lima, Isaura Morais e alguns deputados, entre as quais Lina Lopes, eleita por Lisboa, e uma das mais entusiastas da noite.

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