Esta sexta-feira, a caravana do Chega passou por Portimão. Um dos candidatos a uma junta de freguesia do distrito foi afastado da GNR e já participou em eventos organizados pelo grupo neonazi de Mário Machado.
Em tempos, José Camilo sonhava fazer carreira na GNR.
“Acabaram por me expulsar da GNR. Não fui expulso, afastaram-me da GNR”, admite o próprio à SIC.
Foi dispensado "por ter deixado claramente de corresponder aos requisitos exigidos a um militar".
Fonte da GNR garante à SIC que, entre várias razões, estão falsas declarações em tribunal a favor de suspeitos de tráfico e contrabando.
Nos últimos cinco anos, José envolveu-se ativamente na política e até surge numa fotografia junto de Mário Machado.
“Eu fui convidado e fui lá. Tirei uma fotografia como tenho fotografias com Mário Soares, com José Sócrates, com Ramalho Eanes”, explica.
José é militante desde 2020 e é o candidato do Chega à junta de freguesia de Alvor, em Portimão.
Ventura confiante
Nas ruas de Portimão, André Ventura encontra argumentos para acreditar que o Chega vai passar a liderar várias Câmaras no país.
“Eu acho que o Algarve vai ser um grande laboratório do Chega a nível nacional no sentido em que será o distrito onde mais Câmaras vamos vencer, segundo todos os números indicam, onde o Chega tem mais obrigação de mostrar que consegue governar bem e sem os vícios que o sistema tem”, afirma o líder do Chega.
No Algarve, transborda a confiança, mas André Ventura sabe que o derradeiro teste de algodão ao partido que se diz diferente só começa no dia seguinte às eleições️.