O ministro da Defesa, Nuno Melo, aproveitou o discurso de campanha para as eleições autárquicas, ontem à noite, numa ação de campanha na Covilhã, para clarificar as declarações em que sugeriu que os ativistas portugueses na flotilha para Gaza eram apoiantes do Hamas. Nuno Melo diz que falava enquanto presidente do CDS e não como membro do Governo.
O líder centrista relembrou que o CDS, "que é totalmente solidário na governação tem ainda assim presente, que no acordo de coligação há matérias que estão excluídas desse acordo e isso é normal".
Disse ainda que o partido continua a ser importante hoje como o era há 50 anos."O CDS representa o humanismo, a democracia cristã que faz mais sentido, em boa verdade, do que no passado", frisou.
Nuno Melo referiu-se então a uma declaração prestada, na qualidade de presidente do CDS-PP, em Mondim de Basto, à entrada de uma feira, sobre a posição do partido em relação à flotilha que navegou em direção a Gaza."Realmente naquilo que tem a ver connosco obriga-nos a tomar uma posição que basicamente é esta: Nós entendemos que esta flotilha não resolve nada no problema humanitário".
Segundo o líder do CDS-PP, "se repudiamos qualquer excesso da reação porque do outro lado estão vidas humanas, também não esquecemos que, em 2023, Israel foi atacada por uma organização tida como terrorista pela União Europeia, que se chama Hamas e que vitimou mais de 1.300 pessoas inocentes, algumas das quais neste momento reféns aterrorizadas em Gaza".
Segundo o presidente do CDS-PP, face a tudo isto, "a primeira coisa que dizemos no CDS é libertem os reféns e tragam a paz, porque é isso que precisamos, tanto na Palestina como precisamos em Israel".
Com Lusa
