Eleições Autárquicas

Raimundo acusa Montenegro de aproveitamento eleitoral no aumento do Complemento Solidário para Idosos

O secretário-geral do PCP criticou o primeiro-ministro de aproveitamento eleitoral relativamente ao aumento do Complemento Solidário para Idosos, defendendo que o problema dos pensionistas não se resolve com apoios pontuais.

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Paulo Raimundo acusou Luís Montenegro de estar a fazer aproveitamento eleitoral a propósito do anúncio do aumento do Complemento Solidário para Idosos. O líder comunista referiu que o problema das pessoas não se resolve com apoios pontuais.

"O aumento do CSI é importante, não desvalorizo isso, mas afeta 200 mil pessoas. É importante para quem recebe, mas não nos podemos esquecer que há mais de um milhão de reformados e pensionistas no nosso país que recebe menos de 500 euros. Portanto, ficam 800 mil de fora dessa medida. Não é pouca gente", afirmou Paulo Raimundo em declarações aos jornalistas durante uma arruada em Aljustrel, no distrito de Beja.

Raimundo defendeu que os pensionistas precisam de um "aumento considerável" das suas pensões e considerou que, quem chegou à idade da reforma e "contribuiu para pôr este país a andar para frente, merece ter "o máximo de dignidade possível".

"Isso implica não é apoios pontuais, medidas que dependem desta ou daquela vontade do Governo a cada altura. O que depende é do aumento considerável das reformas e das pensões, que corresponda, desde logo, às necessidades do dia-a-dia, ao aumento do custo de vida", afirmou Paulo Raimundo, sustentando que os reformados "têm direito a deixar de ter de optar entre alimentos e medicamentos".

O secretário-geral do PCP criticou ainda o facto de o primeiro-ministro ter indicado que só irá dar apoios pontuais aos pensionistas se houver folga orçamental, salientando que PSD, CDS, Chega e IL "decidiram há poucos dias dar uma borla de fiscal de dois mil milhões de euros" a 19 grupos económicos, referindo-se à redução do IRC.

"Aquilo que o orçamento que está em vigor hoje entrega em benefícios fiscais era suficiente para aumentar em 70 euros todos os reformados. Todos eles: das pensões mais baixas às pensões mais altas. Portanto, isto é uma questão de opção, não é falta de dinheiro", referiu.

Paulo Raimundo fez estas declarações durante uma visita a Aljustrel, vila alentejana onde, nas últimas eleições autárquicas, em 2021, a CDU foi derrotada pelo PS por uma margem de 89 votos.

À chegada a Aljustrel, Paulo Raimundo recebeu um ramo de cravos e salientou que, em troca, queria oferecer uma "grande vitória eleitoral" da CDU no próximo domingo, nesta terra mineira que foi sempre governada por coligações lideradas pelo PCP entre 1976 e 2005, quando passou para uma gestão do PS, que preside à autarquia desde então.

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Com LUSA