Eleições Autárquicas

Carlos Moedas venceu e pediu responsabilidade à oposição

Carlos Moedas foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa com mais 30 mil votos do que nas últimas eleições. No discurso de vitória, pediu responsabilidade aos partidos que prometeram uma oposição firme e rigorosa.

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Desfeita a dúvida que assombrou a noite eleitoral, à uma e meia da manhã Carlos Moedas entrou numa sala escura com a certeza de uma vitória clara. Terá de gerir uma câmara com oito vereadores da coligação à direita, sete da coligação à esquerda, dois da CDU e um do Chega.

Carlos Moedas, no discurso de vitória, frisou que os "lisboetas disseram com clareza que querem mais Moedas, mas isso significa também uma grande responsabilidade para a oposição porque os lisboetas foram claros, não querem instabilidade". Por isso, o autarca reeleito pediu "diálogo, compromisso e moderação".

Alexandra Leitão assume a responsabilidade da derrota, de um "resultado que não foi" aquele que queriam, apesar de afirmar que o caminho de convergência foi bom", mas deixa uma provocação à CDU: "as convergências quanto mais amplas melhor."

Por sua vez, João Ferreira preferiu salientar a reeleição de vereadores lembrando que a candidatura socialista teve menos votos do que a soma dos partidos coligados em 2021.

Quanto ao Chega, o resultado nacional ficou aquém do esperado assim como na capital, onde Bruno Mascarenhas foi mais uma sombra de André Ventura.

Fechadas as contas da noite eleitoral, reafirma-se um ciclo iniciado há quatro anos na maior câmara do país e é Carlos Moedas quem volta a guardar a chave da cidade.