Os pais de Madeleine McCann testemunharam esta quarta-feira, em tribunal, no âmbito do julgamento da mulher polaca que dizia ser Maddie. Ao juiz, Kate McCann disse que o assédio durou anos e incluiu chamadas anónimas e uma espera à porta da casa da família.
Foi em fevereiro de 2023 que Julia Wandelt disse nas redes sociais ser Madeleine McCann, a menina britânica que desapareceu no Algarve, em 2007.
O caso ficaria por aqui, não fosse a jovem de 24 anos ter encetado uma autêntica perseguição aos pais de Maddie.
Wandelt está a ser julgada no tribunal de Leicester, onde, esta quarta-feira, Kate e Gerry McCann prestaram depoimento.
Kate disse que a gota de água que a fez chamar a polícia foi quando Julia entrou em contacto com a outra filha.
Durante a sessão do julgamento, foi lida uma carta que mulher enviou a Kate e ouvida uma mensagem de voz deixada no telemóvel de mãe de Maddie.
"O sotaque polaco dela era percetível. Ela disse: 'Nunca menti. Não sou louca. Por favor, deixe-me prová-lo'. Nas mensagens, ela pedia constantemente à Sra. McCann um teste de ADN, chegando mesmo a ir à polícia. A polícia enviou uma foto de Julia Wandel aos pais de Madeleine McCann - Kate e Gerry - e os pais esclareceram que não eram Madeleine", conta Lisa Dowd, jornalista Sky News.
Gerry McCann também prestou depoimento. O pai de Maddie falou de várias chamadas anónimas e de uma vez ter confrontado Julia, dizendo-lhe que não era a Madeleine.
Gerry garantiu ao tribunal que a perseguição a Kate era tão implacável e incessante que se tornou insuportável, ao ponto de numa noite, Julia Wandelt ter aparecido com uma outra mulher, Karen Spragg, à porta de sua casa.
Gerry diz que mesmo depois do casal ter regressado ao interior da habitação, as duas mulheres continuaram a bater à porta e a gritar.
Ambas estão acusadas de perseguição ao casal McCann.
O julgamento prossegue esta quinta-feira com a audição aos irmãos de Madeleine, Sean e Amelie McCann.

