Ciclone Idai

Cidade da Beira volta a ter água este sábado

Denis Onyodi/Red Cross Red Crescent Climate Centre HANDOUT

Já foram ligados os geradores que permitem o funcionamento da estação de tratamento de águas.

A cidade da Beira, no centro de Moçambique e que foi danificada em 85% pelo ciclone Idai, na semana passada, deve ter água potável a partir de sábado, segundo organizações internacionais a trabalhar na cidade.

Esta sexta-feira, na sequência de uma reunião de entidades a trabalhar no socorro às vítimas, Pedro Matos, coordenador de emergência do Programa Alimentar Mundial, explicou que na noite de quinta feira foram ligados os geradores que permitem o funcionamento da estação de tratamento de águas, que os tanques de água estiveram "toda a noite a encher", e que no sábado vai começar a ser "bombeada água para as pessoas".

Segundo o responsável a eletricidade vai demorar mais tempo a ser reposta, porque há muitos cabos de eletricidade pelo chão, ainda que a energia de média tensão para hospitais e indústria possa ser ligada ainda "esta semana".

Comunicações já foram restabelecidas

Outra boa notícia, disse, é haver já comunicações, o que vai permitir abrir outros centros de operações para acudir às vítimas do ciclone e das cheias que se lhe seguiram.

Pedro Matos disse que a atual e única base de operações na Beira vai apoiar as pessoas afetadas na região, mas que vai ser aberta uma nova base em Chimoio, perto da fronteira com o Zimbabué, para coordenar toda a assistência nessa região. Vai haver ainda uma terceira base em Quelimane, na Zambézia, o que permite, com o apoio de Maputo, cobrir toda a assistência à metade sul de Moçambique.

E ainda outra boa notícia, adiantou, é que está para breve a abertura de uma ligação à estrada nacional número 6, que tem estado fechada e que vai permitir abastecer a Beira de alimentos e outros bens.

Milhares precisam de ajuda

"Precisamos de centenas de camiões carregados e cada helicóptero leva um décimo de um camião, e cada avião pesado leva um camião", salientou, para dizer que a operação em curso só é possível com uma estrada aberta.

Pedro Matos não faz ainda um balanço final da situação, justificando que tal só é possível quando as águas retrocederem, mas avisou que as regiões de Manica e Chimoio também foram muito afetadas. No vale do Zambeze já estavam afetadas pelas cheias 120.000 pessoas, que continuam com problemas.

Hoje terão sido resgatadas, disse, mais de mil pessoas, a maior parte por barco. Pedro Matos afiançou que neste momento já não há pessoas em árvores, para fugir da subida das águas, mas que ainda há pessoa isoladas em "ilhas".

Na vila de Buzi, das mais afetadas, "há pessoas isoladas mas não estão em perigo de vida", disse.

Lusa

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