Cimeira do Clima

Biden reforça compromisso dos EUA com metas do Acordo de Paris

Biden reforça compromisso dos EUA com metas do Acordo de Paris
Peter Dejong

O Presidente da Ucrânia discursou na Cimeira do Clima, que decorre no Egito.

O Presidente dos Estados Unidos diz que a guerra na Ucrânia tornou mais urgente o combate às alterações climáticas. Joe Biden pede aos países um reforço nas medidas.

“Os últimos oito anos foram os mais quentes de que há registo. Nos EUA, estamos a assistir a uma seca histórica e incêndios florestais no oeste, furacões destruidores e tempestades no leste”, disse Joe Biden.

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Com base nesta alteração de clima que se tem visto nos EUA, Biden quis “partilhar” os métodos para “enfrentar a crise climáticas com urgência e determinação” de forma a “garantir um planeta mais limpo, seguro e saudável para todos”.

“Estamos a provar que uma boa política ambiental é uma boa política económica e uma base forte para um crescimento económico prolongado, resistente e inclusivo, impulsionando progresso no setor privado, no mundo todo. As medidas que a minha Administração está a tomar colocam os EUA no caminho certo para atingir o nosso objetivo do Acordo de Paris de reduzir as emissões de 2005 em 50 a 52% até 2030”, sublinhou o Presidente norte-americano.

O dia ficou marcado por vários protestos. Médicos, enfermeiros e farmacêuticos juntaram-se numa manifestação para chamar a atenção que as alterações climáticas matam doentes, mesmo em países ricos. Também os jovens exigem mudanças imediatas.

O futuro é das fontes renováveis de energia - como a eólica e a solar. Os EUA a União Europeia têm 500 milhões para apoiar o Egito a reduzir drasticamente as emissões e a dependência de petróleo e gás. Mas o Governo do Cairo é um dos que tentam reabilitar a imagem do gás natural, chamando-lhe combustível de transição.

A impulsionar os interesses, estão mais de 630 representantes de empresas de gás e petróleo, que foram à COP27 fazer lobby. São mais de 25% do que na edição da COP do ano passado.

Apesar de poluir menos do que o carvão, a produção de gás natural liberta metano – muito produzido na agricultura e pecuária, mas ausente dos compromissos globais. Quanto mais metano houver no ambiente, mais longe se fica da meta de redução de 30% das emissões, até ao final da década, e de impedir a subida da temperatura global além de 1,5ºC.

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