O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou esta terça-feira ao Exército que execute de imediato "fortes ataques na Faixa de Gaza", após uma reunião com responsáveis do setor da segurança, avançou um comunicado governamental.
"Após a conclusão das consultas de segurança, o primeiro-ministro ordenou aos militares que realizem imediatamente fortes ataques na Faixa de Gaza", referiu um breve comunicado divulgado pelo gabinete de Netanyahu.
A reunião foi convocada depois de Israel ter acusado o grupo islamita palestiniano Hamas de devolver restos mortais que, após exames forenses, foram identificados como pertencentes a um refém que já tinha sido recuperado em novembro de 2023.
Também esta terça-feira, o Exército israelita indicou que respondeu com fogo de artilharia a um alegado ataque do Hamas contra as suas tropas na região de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
"O Hamas abriu fogo contra as tropas em Rafah com tiros de franco-atiradores e artilharia antitanque", relatou fonte militar citada pela agência espanhola EFE.
Fontes locais confirmaram à EFE que foram registados disparos de artilharia de tanques israelitas, bem como bombardeamentos aéreos, na região leste de Rafah.
Hamas acusa Israel de violar cessar-fogo e adia entrega de refém
O grupo islamita palestiniano Hamas acusou Israel de violação do cessar-fogo na Faixa de Gaza e vai adiar a entrega do corpo de um refém, ao abrigo do acordo em vigor desde 10 de outubro.
O braço armado do Hamas tinha anunciado que iria entregar o corpo de um refém esta terça-feira à tarde, através da Cruz Vermelha, mas, poucas horas depois, Israel acusou o grupo palestiniano de visar as suas tropas em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, e referiu que o alegado ataque foi respondido.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, argumentou também que o Hamas violou o entendimento.
