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Cuidados paliativos: alívio do sofrimento e qualidade de vida

Muitos ainda associam os cuidados paliativos a um lugar pesado, reservado ao fim e à ausência de esperança, mas a realidade pode ser outra. O médico João Paulo Correia explica como estes cuidados também são um espaço de presença, escuta e qualidade de vida.

Departamento de cuidados paliativos do Hospital Markhot Ferenc em Eger, Hungria.
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A médica Margarida Graça Santos conversa com o médico especialista em Medicina Interna João Paulo Correia sobre o que são afinal os cuidados paliativos, para que servem e qual é a realidade atual em Portugal.

O dicionário diz que o paliativo serve para aliviar ou atenuar o sofrimento. Acrescenta que não resolve, “atenua” ou “adia” um problema. 

“Perguntam-me muito: ‘Como é que trabalhas num sítio tão pesado?’. Mas é exatamente o oposto, vejo muita esperança nos cuidados paliativos”, partilha em conversa com a médica Margarida Graça Santos.

“Eu estava no 1º ano de medicina quando o meu pai recebeu um diagnóstico terminal. Na altura, nem sabia o que eram cuidados paliativos. Não existiam na Madeira. Hoje, tento dar aos meus doentes aquilo que eu não tive”, recorda João Paulo Correia.