Coronavírus

14 mortos e 528 infetados com o novo coronavírus em Itália 

14 mortos e 528 infetados com o novo coronavírus em Itália 

Governo italiano diz que a propagação do coronavírus atingiu até agora, menos de 0,09 por cento da população do país e que as zonas afetadas representam 0,1% dos 300 mil quilómetros quadrados de Itália.

Especial Coronavírus

Segundo o Executivo de Roma, os números mostram bem a real dimensão do contágio. Os últimos dados, revelados ao final da manhã, pela proteção civil italiana, referem um total de 528 pessoas infetadas, das quais mais de metade estão a receber tratamento em casa e, das restantes que estão internadas, apenas 37 estão em perigo.

Para já, há 14 mortos. Mas no caso das duas últimas 2 vítimas ainda se aguardam os resultados dos testes que confirmarão se morreram, ou não, em consequência da pneumonia viral.


Até porque, entretanto, as autoridades sanitárias italianas decidiram que, em todos os casos, serão feitas análises de validação, pelo instito de saúde italiano. Mesmo que os testes iniciais tenham dado positivo.


E que, de acordo com o Ministério da Saúde, dos 528 infetados, até agora, o Instituto só confirmou cerca de 280.


E, porque nestes momentos, há sempre quem tente aproveitar para enganar e roubar, a procuradoria de Turim, já deteve 22 pessoas envolvidas numa rede que vendia, através da internet, kits de luvas, máscaras e fatos que, ao preço de 5 mil euros, garantiam protecção total contra o coronavírus.


A polícia também deteve um outro grupo, que assaltou as casas de vários idosos, que lhes abriram as portas porque acreditaram que eram fiscais dos centros de saúde que andavam a recolher informações sobre a população mais velha para ver se havia alguém doente.
E como o coronavírus não escolhe quem contamina, até o governador da Lombardia, a região cuja capital é Milão, decidiu ficar em isolamento durante as próximas duas semanas.


Attilio Fontana fez um vídeo, no facebook, a explicar que a medida é necessária porque uma colaboradora próxima está doente com a pneumonia viral.
Do ponto de vista político, é evidente que o governo central, e as autoridades regionais italianas, decidiram mudar de estratégia e baixar o tom de alarme.
O objectivo é garantir que não há lugar para qualquer sensação de pânico generalizado. Quer a nível interno, quer sobretudo externamente. Para que a população se acalme e para que os estrangeiros continuem a ir de férias para Itália, que precisa das receitas do turismo.
O presidente da câmara de Milão, Giuseppe Sala, anunciou a reabertura noturna dos bares e discotecas, que estavam fechados há uma semana e quer autorização do ministério da cultura para reabrir os museus e monumentos da cidade.