Coronavírus

Seis mortos confirmados por coronavírus nos Estados Unidos

David Ryder

As autoridades de saúde dizem não haver razão para pânico.

Especial Coronavírus

O número de mortes devido ao surto de Covid-19 nos Estados Unidos subiu esta segunda-feira para seis, todas no estado de Washington, segundo as autoridades de saúde, que dizem não haver razão para pânico.

O cirurgião-geral dos EUA, Jerome Adams, pediu cautela à população, mas considera que não há razões para pânico, relativamente à propagação da doença, reforçando a ideia também divulgada pelo vice-Presidente, Mike Pence, encarregado do combate à epidemia, que hoje disse ser baixo o nível de risco.

"Estamos preparados para qualquer cenário", disse hoje Mike Pence.

Representantes democratas e republicanos afirmam que as negociações no Congresso para aprovar uma medida de emergência de cerca de sete mil milhões de euros para combater a epidemia de Covid-19 provocada por um novo coronavírus estão quase concluídas.

A medida deve ser apresentada na terça-feira e espera-se que possa ser acelerada para aprovação na Câmara de Representantes e no Senado ainda esta semana.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que fará uma reunião com especialistas do setor farmacêutico para discutir uma possível vacina, num encontro que já tinha sido marcado há alguns meses, inicialmente para falar sobre os preços de medicamentos.

"Agora, temos outros temas para discutir e iremos falar sobre uma nova vacina e o que estão a fazer para a conseguir", anunciou Trump aos jornalistas.

O Presidente afirmou ainda que não vê razões para cancelar comícios políticos, em ano de eleições presidenciais, dizendo que é seguro continuar a realizar esse género de eventos que reúnem elevado número de pessoas.

O cirurgião-geral Jerome Adams elogiou o esforço do Governo de Donald Trump no combate à epidemia, considerando que "está a fazer um bom trabalho ao limitar a entrada do vírus nos Estados Unidos".

Adams explicou ainda que as vacinas contra a gripe podem reduzir o número de pessoas hospitalizadas, libertando camas preciosas no caso de um agravamento da propagação da doença provocada pelo novo coronavírus que surgiu na China, pelo que pede à população para tomar essa precaução.

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