Coronavírus

Quartéis da GNR terão áreas de isolamento para casos suspeitos de Covid-19

Plano de contingência da corporação.

Especial Coronavírus

Todos os quartéis da GNR vão ter áreas de isolamento destinadas aos militares e aos cidadãos civis suspeitos de estarem infetados com o novo coronavírus, segundo o plano de contingência da corporação.

O plano, assinado pelo comandante-geral da Guarda Nacional Republicana Luís Botelho Miguel, foi distribuído na quarta-feira por todas as unidades da GNR do país e determina os procedimentos de caráter preventivo relativamente à transmissão da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, "de forma a minimizar as circunstâncias do contágio e os efeitos do absentismo e desenvolve procedimentos de controlo e monitorização deste fenómeno no seio da Guarda".

O plano de contingência para conter a Covid-19 na GNR, a que agência Lusa teve acesso, prevê áreas de isolamento em todos os aquartelamentos da Guarda a fim de isolar os seus efetivos ou cidadãos suspeitos de estarem infetados e que se encontrem nas instalações.

Nas unidades, e eventualmente nas subunidades, da GNR deve existir um conjunto de equipamento de proteção individual para utilização no acompanhamento de suspeitos e para utilização na área de isolamento, estando o centro clínico a preparar a entrega deste equipamento, composto por máscara, luvas, gel desinfetante e termómetro.

"A aquisição adicional de máscaras, luvas ou outros equipamentos de proteção individual necessários ao desempenho da atividade das unidades, órgãos ou serviços será decorrente do equipamento fornecido a cada momento pelo Centro Clínico e das existências", de acordo com o plano.

O documento determina também que seja feita uma avaliação das atividades desenvolvidas pelas unidades que são imprescindíveis de dar continuidade, que não podem parar e aquelas que se podem reduzir, bem como dos recursos essenciais que são necessários manter em funcionamento para satisfazer necessidades básicas do efetivo.

Cada unidade da GNR tem também de estimar quais os elementos do efetivo que são necessários garantir, sobretudo para as atividades que são imprescindíveis para o funcionamento da unidade e os militares que podem ter um maior risco de infeção devido às suas atividades ou tarefas, nomeadamente os que realizam atividades de atendimento ao público, os que prestam cuidados de saúde e os que viajam para países com transmissão de casos ativa.

O plano determina igualmente que sejam avaliadas as atividades da unidade que podem recorrer a formas alternativas de trabalho ou de realização de tarefas, designadamente reuniões por vídeo e teleconferências e o acesso remoto dos cidadãos. Nesse sentido é sugerido que seja ponderado o reforço das infraestruturas tecnológicas de comunicação e informação para este efeito.

O plano indica ainda que seja difundido ao efetivo informação sobre o COVID-19 e as normas de proteção individual mediante a disponibilização de documentação e outras iniciativas entendidas como oportunas e adequadas.

"Qualquer cidadão que se identifique suspeito de infeção pelo COVID-19 no interior de um aquartelamento, deverá ser sujeito aos mesmos procedimentos que os efetivos da Guarda", ressalva o documento.

Em Portugal, há 13 pessoas infetadas: nove no Porto, três em Lisboa e uma em Coimbra.

O novo coronavírus, que surgiu em Wuhan, na China, no final do ano passado, pode causar infeções respiratórias como a pneumonia e já matou cerca de 3.300 pessoas e infetou mais 100.000 em 91 países.