Coronavírus

Cidade alemã em quarentena para evitar propagação do coronavírus

HAYOUNG JEON

Mais de 2.200 pessoas foram colocadas em quarentena, segundo as autoridades locais, das cerca de 3.400 que vivem na cidade.

Especial Coronavírus

Escolas vazias e ruas ainda mais desertas do que o habitual a pequena cidade de Neustadt/Dosse, no Estado de Brandemburgo, na Alemanha, está parada desde o fim de semana passado, por receio de propagação do novo coronavírus.

Vários professores de uma escola participaram a 2 de março num encontro em torno de um criador de cavalos de Berlim, que dias depois, foi diagnosticado com o Covid-19.

Face à confirmação do caso, todos os professores, mas também os seus alunos e familiares, foram solicitados desde segunda-feira a permanecer em isolamento nas suas casas até ao fim do período de incubação, 17 de março.

No total, mais de 2.200 pessoas foram colocadas em quarentena, segundo as autoridades locais, das cerca de 3.400 que vivem na cidade.

O clima frio e chuvoso de março geralmente não é propício para atividades ao ar livre, mas a cidade agora parece estar adormecida, constatou um jornalista da agência de notícias France-Presse.

Vários cartazes foram afixados em frente a edifícios, como a Câmara Municipal ou as escolas, a explicar o seu encerramento até 17 de março.

"Essa quarentena deveria ter ocorrido muito antes: já faz mais de uma semana e as crianças ainda frequentavam a escola durante esse período", lamentou Nicole Lasch, mãe de dois filhos que se mostrou preocupada com a saúde das crianças, assim como dos seus sogros idosos que não podem fazer as suas compras.

O presidente da Câmara da cidade, Dieter Fuchs, salientou que conta com a responsabilidade dos seus cidadãos de respeitar da melhor maneira possível o período de quarentena, uma vez que "o controlo é impossível".

A decisão de fechar a escola e de aplicar quarentena para a maioria dos habitantes foi tomada em consulta com as autoridades de saúde locais, explicou Fuchs.

"Todos nós podemos apanhá-lo [o vírus] de uma maneira ou de outra", sublinhou Nicole Lasch.

"Lave as mãos e evite apertos de mão sempre que possível, como faria com gripe normal", recordou Lasch.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.000 mortos.

Cerca de 114 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 63 mil recuperaram.

A China registou segunda-feira mais uma queda no número de novos casos de infeção, 19, face a 40 no dia anterior, somando agora um total de 80.754 infetados e 3.136 mortos, na China Continental.

Portugal regista 41 casos confirmados de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).A DGS comunicou também que em Portugal se atingiu um total de 375 casos suspeitos desde o início da epidemia, 83 dos quais ainda a aguardar resultados laboratoriais.

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