Coronavírus

Escolas encerradas na Suíça por causa do novo coronavírus

Uma escola encerrada em Lausanne, Suíça.

JEAN-CHRISTOPHE BOTT

Foram adotadas hoje medidas excecionais face à pandemia de Covid-19.

Especial Coronavírus

A Suíça adotou hoje medidas excecionais face ao novo coronavírus e encerrou escolas, proibiu ajuntamentos de mais de 100 pessoas e prometeu uma ajuda de urgência económica até 10 mil milhões de francos suíços (9,5 mil milhões de euros).

"A situação é difícil mas possuímos os meios de a enfrentar no plano médico e financeiro", garantiu a Presidente suíça, Simonetta Sommaruga, em conferência de imprensa.

O primeiro caso da Codiv-19 foi detetado no final de fevereiro no cantão de Tessin, junto à fronteira com a Itália, o país mais atingido na Europa.

Em menos de 20 das, mais de 1.125 pessoas foram contaminadas na Suíça pelo coronavírus e sete morreram.

A Suíça, que não é membro da União Europeia mas integra o espaço Schengen, decidiu hoje reintroduzir "com efeito imediato e caso a caso, controlos Schengen em todas as suas fronteiras".

Em simultâneo, a entrada na Suíça a partir da Itália apenas será autorizada "aos cidadãos suíços, às pessoas que tenham autorização de residência na Suíça e às que viajem para a Suíça por motivos profissionais". O trânsito e transporte de mercadorias permanecem autorizados.

"Não existe motivo para ter medo, a situação é séria mas sabemos como responder da melhor forma", indicou o ministro da Saúde, Alain Berset, em conferência de imprensa que decorreu em Berna, a capital federal. "As medidas decididas esta manhã apenas serão eficazes se forem aplicadas por todos", acrescentou.

Perante a rápida propagação do novo coronavírus, presente na quase totalidade dos 26 cantões do país, a Suíça adotou medidas para favorecer o "distanciamento social".

Neste âmbito, até ao final de abril estão proibidas concentrações com mais de 100 pessoas. Esta regra é também válida para locais de lazer, museus, centros desportivos, piscinas e estâncias de esqui.

Os restaurantes, bares e discotecas não poderão acolher em simultâneo mais de 50 clientes.

As escolas também não poderão dar aulas diretamente aos alunos até 4 de abril, uma medida já aplicada em diversos países europeus.

No entanto, o Governo pediu aos pais para não deixarem os seus filhos com os avós para evitar riscos aos mais idosos.

Os número do coronavírus

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.000 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 134 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

A China registou nas últimas 24 horas oito novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.

Até à meia-noite de quinta-feira (16:00 horas de quarta-feira, em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu para 3.176, após terem sido contabilizadas mais sete vítimas fatais.

No total, o país soma 80.813 infetados.

A Comissão Nacional de Saúde informou que até à data 64.111 pessoas receberam alta após terem superado a doença.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 15.000 infetados e pelo menos 1.016 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.