Coronavírus

"Que todos percebam que é um risco sério"

Ministro da Economia diz que as restrições dos espaços públicos foram pensadas para evitar concentrações de pessoas.

Especial Coronavírus

A medida foi anunciada na declaração do Primeiro-ministro e detalhada no briefing do Conselho de Ministros ao início da madrugada.

As restrições à circulação em espaços públicos vão passar muito por reduzir a concentração de pessoas. Foi esse o critério que levou o Governo a avançar para o encerramento de discotecas e a impor a estabelecimentos de restauração a redução para 1/3 da capacidade.

Super e hipermercados e centros comerciais vão ter que limitar a afluência, de forma a que as pessoas possam circular com segurança, com devida distância de outras pessoas. Evitar alomerados levou também à decisão de proibir o desembarque de passageiros de navios de cruzeiro: "para evitar concentrações excessivas nos momentos de desembarque e noutros pontos das cidades, é uma medida profilática, tendo em conta as específicas situações deste meio de transporte. Não tem a ver com qualquer situação de controlo de fronteiras que neste momento não se pondera", disse Pedro Siza Vieira.

O Ministro da Economia disse que o Governo admite encerrar outros estabelecimentos, caso se venha a justificar. Mas fez questão de apelar à responsabilidade dos portugueses na forma de encarerem estas medidas que entram em vigor logo que o decreto seja publicado: "eu espero que as pessoas também não pensem que é adequado já que temos mais um ou das dias em que as discotecas não estão encerradas para poderem aproveitar e muito rapidamente criar situações de risco para os outros. Eu espero, eu tenho a confiança que os portugueses vão estar no seu melhor nesta altura", disse.

O Conselho de Ministros prolongou-se esta quinta-feira noite dentro, aprovando um conjunto de medidas para fazer face em Portugal ao surto de covid-19, declarado pandemia pela OMS.

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