Coronavírus

Infarmed garante que não há provas científicas de que ibuprofeno agrave infeção por Covid-19

Autoridade do Medicamento reforça que não há provas de que o anti-inflamatório provoque uma "exarcebação das infeções".

Especial Coronavírus

O Infarmed garante que não há dados científicos de que ibuprofeno agrave a infeção por Covid-19.

A agência portuguesa do medicamento emitiu hoje uma nota informativa no site a reforçar a indicação já ontem dada pela diretora-geral da Saúde.

"Ausência de evidência entre o agravamento da infeção por COVID-19 e o ibuprofeno

O Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. (INFARMED) informa que não existem, atualmente, dados científicos que confirmem um possível agravamento da infeção por COVID-19 com a administração de ibuprofeno ou outros anti-inflamatórios não esteroides."

A diretora-geral da Saúde Graça Freitas já este domingo tinha desmentido notícias que circulavam a afirmar que o ibuprofeno teria consequências em doentes com Covid-19.

O Infarmed informa ainda que:

"a possível relação entre a exacerbação das infeções, na generalidade, e a toma de ibuprofeno está a ser avaliado na União Europeia no Comité de Avaliação de Risco de Farmacovigilância da Agência Europeia do Medicamento (EMA"

Os resultados desse estudo deverão ser conhecidos em maio deste ano.

A agência do medicamento confirma no entanto que, em caso de febre, o primeiro medicamento a utilizar deve ser o paracetamol:

O tratamento sintomático da febre deve ser realizado através do uso de paracetamol como primeira alternativa. No entanto, também não há evidências para contraindicar o uso de ibuprofeno.

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